Abortos

1º Aborto espontâneo | Minha reação | Curetagem: Não 
 
 Buenas Menias!
 
   Hoje vou contar como foi a experiência do meu primeiro aborto Espero que ajude quem está passando por isso agora. 
   Em dezembro de 2011 engravidei pela primeira vez. Alegria maior não poderia ser. Na primeira semana já havia publicado no Facebook, convidado os padrinhos, escolhido o nome para menino e outro para a menina, ganhado roupinhas, tênis AllStar e sapato vermelho. Descobri com 3 semanas de gravidez. Os seios estavam doendo e a barriga bem embaixo “durinha”. Fiz ecografia que confirmaram a gravidez. Um belo dia, com 6 semanas, meus seios pararam de doer, achei estranho e fui direto fazer a intravaginal. O meu marido e a minha mãe dentro da sala ao meu lado, minha sogra e meu irmão do lado de fora, e a mulher diz que não haviam mais batimentos cardíacos. Chorei muito, fiquei desesperada, nunca imaginei na vida que passaria por este tipo de situação. Dar a notícia a todos os amigos e parentes, foi super doloroso.
   No entanto, com o passar do tempo, posso dizer, que tive uma boa reação. Aceitei a vontade de Deus e isso era o que me confortava. Não era para ser e pronto! A médica explicou que isso era normal e que acontecia com 30% das mulheres em sua primeira gravidez. 
 
   Retirada do feto:
  Optei por não fazer a curetagem com medo de ter alguma complicação e nunca mais poder engravidar. A médica me explicou que a curetagem era feita com uma raspagem das paredes do útero, e que o médico tem que ter muito cuidado para não machucar o útero, e com isso colar uma parte na outra. Isso me deixou assustada. Como eu poderia esperar até 3 semanas para ele vir naturalmente, resolvi esperar. E foi o que aconteceu. Com menos de 3 semanas começou a vir com a menstruação normal. No 4º dia da menstruação começou uma dor muito forte de cólica, junto com contrações. Fui para o chuveiro, no intuito de me aquecer e relaxar mesmo, e o saco gestacional veio inteiro, a dor era muito forte, mas parou na hora. Fiz ecografia para ver se havia saído tudo, e estava tudo certo. A médica pediu para eu esperar 3 meses para voltar a engravidar.
   É isso, espero que este depoimento ajude a tirar algumas dúvidas e até confortar alguém. Deixa um recadinho com sua experiência ou uma pergunta, vou adorar responder.  
 
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2º Aborto espontâneo | Qual o problema?
 
   Cinco meses após o primeiro aborto (leia no post anterior), resolvi engravidar novamente. Fiz os exames de sangue, de rotina, e estava tudo bem com a minha saúde. Como tenho muita facilidade de engravidar, logo estava grávida. Todos os cuidados novamente, mas agora já não era mais a mesma sensação de “Uhuu, estou grávida!” Poucas pessoas ficaram sabendo e eu ficava todos os dias tentando perceber em mim, sensações que me provassem que estava tudo bem com o bebê.
   No entanto, com 8 semanas de gestação, fazendo uma intravaginal, e desta vez sozinha na sala com o médico, descubro que perdi meu bebê novamente. Eu já esperava este diagnóstico naquele dia, pois já havia percebido que não tinha mais os sintomas da gravidez há alguns dias.
   Para a perda do feto, escolhi novamente ser de modo natural, sem a intervenção de uma curetagem. Durante a menstruação normal do mês o feto veio, e desta vez a dor foi imensamente menor.
   Bom, era hora de procurar por um médico para descobrirmos o que afinal estava acontecendo com as minhas gestações. Foi quando descobri, através da ginecologista do meu posto de saúde, que o Hospital Fêmina em Porto Alegre (onde moro) tinha o Setor de Infertilidade, e lá eu encontraria médicos do SUS especialistas para meu caso. Foi a melhor descoberta neste momento em nossas vidas. Na primeira consulta saí com os encaminhamentos de vários exames, para mim e meu marido: sangue (anti-coagulante Lúpico, anti-cardiolipina IgG e IgM, cariótipo, fator V de Leiden, entre outros) e ecografia. Para o marido cariótipo e esperma.
   Um mês depois, com os resultados dos exames, fui para a segunda consulta. Foi então que descobrimos que eu tinha SAF – SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE. 
 
   “Não se conhece o mecanismo que leva à produção dos autoanticorpos que interferem no sistema da coagulação. Existem os chamados “fatores desencadeantes” que podem agir como gatilhos para a eclosão da SAF, em indivíduos predispostos (que têm um ou mais tipos de anticorpos antifosfolipídeos circulando no sangue) ou novos eventos trombóticos em indivíduos que já tiveram trombose no passado relacionada à SAF. Os mais conhecidos são 7 intervenções cirúrgicas, infecções graves (que requerem internação e antibiótico venoso), gestação, e no caso dos pacientes que já vinham sendo tratados para SAF, falhas do acompanhamento das dosagens do INR, ou suspensão do uso de anticoagulante.”  Cartilha para pacientes da Letra Capital
 
    Ainda fiz mais um procedimento cirúrgico, com anestesia geral, chamado Histeroscopia, para verificar se não havia algo no útero que a ecografia não mostrou. Mas o exame não acusou nada.
   A notícia me deixou feliz por um lado, pois achamos o “problema” o que acabou com a minha aflição, com o sentimento de impotência por não poder engravidar novamente antes dos resultados dos exames, e com o assombro de que a médica me falasse que eu não nunca engravidaria. Por outro lado tinha a notícia de que teria que tomar remédio para poder segurar o feto.
   Meu peito apertava a cada dia mais, e meu coração diminuía cada vez que via uma mãe amamentando, uma criança brincando, roupinhas fofas nas lojas. Me pegava tentando não olhar, não pensar.
  Sempre imaginei o momento em que ficaria grávida, o momento de contar para o marido e a família, a barriga crescendo. Uma felicidade imensa. Hoje tenho medo de não conseguir curtir nenhum momento da minha próxima gravidez. Me conheço! Não vou ficar tranquila até o momento de ver nosso bebê bem e nos meus braços. Só então vou sentir que este tormento, acabou.
   No próximo post falo sobre como será feito o tratamento. Até lá!
 
   Link da Cartilha para pacientes da Letra Capital:
   http://www.reumatologia.com.br/PDFs/Cartilha%20saf.pdf 

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